"Como eu gostaria de tê-la conhecido há mais tempo..."
Mônica ficou parada, sorrindo para aquela senhora que expressara de uma maneira tão carinhosa a alegria de tê-la conhecido e conversado com ela durante a viagem.
Foram muitas horas de convívio, cheias de brincadeiras, conversas, filmes; horas alegres em que as risadas ecoavam no ônibus e horas tensas, vendo a estrada à frente se transformar num rio caudaloso.
Ambas haviam tido a chance de se conhecerem bastante bem, pois a proximidade nessas 59 horas de viagem era grande, apenas um corredor as separava.
Os assuntos abordados fluíam e pipocavam como as curvas da estrada, ora para um lado, ora para outro. Havia, no entanto, um intuito sincero de conhecer os pensamentos, os conceitos, as vivências da outra pessoa, como a buscar coerência no que ouvira falar dela e agora tinha a oportunidade de estar perto.
É fácil uma pessoa expor idéias, mas viver assim como as coloca, é difícil. Mônica não procurou parecer o que não era, mas deixou seu coração falar do que estava nele e o amor perpassava todos os assuntos, quer fosse de trabalho, de atividades em setores da Congregação, na família, na vizinhança...
A companheira de viagem, quase no fim da jornada, se expressou assim: "Como eu gostaria de tê-la conhecido há mais tempo..." Mônica certamente espalhou o bom perfume de Cristo ao seu redor e se tornou, para a outra senhora, uma bênção nesse momento.
Aproveitar os momentos, eis o que a Mônica fez. Talvez a chance de falar com essa senhora fosse única, não se sabe, mas o que Mônica falou calou fundo.
Pessoas cruzam nosso caminho não por acaso. Sejamos perfume que permanece: o bom perfume de Cristo.
Tu já pensaste nisso?
Eu nem havia pensado nisso...
Rosemarie Kunstmann Lange
Março 2008
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